terça-feira, 23 de maio de 2017

02-11-2016 - Minha senha pro "Café"


Tudo começou na noite do dia 1. Ele disse que precisávamos nos ver, que estava com saudade. E eu respondi com uma frase da Ines Brasil “Me Chama Que Eu Vo!”. Duas horas da manhã ele respondeu “Vem!”, mas eu estava dormindo.
Acordei e respondi que havia perdido a oportunidade. Ele disse ter ficado acordado até as 4h30. Era 9h da manha e a gente já estava conversando, será que ele dormiu mesmo?
Acordei com fogo e comecei a atirar com piadinhas de duplo sentido, mas no fundo eu realmente estava brincando.
Daí ele falou: “agora sério, se quiser vir bater um papinho agora pela manha, eu to livre até umas 13:30”.
Saí de casa as 11h30, cheguei lá 12h15. Conversamos um pouco e ele pediu pra eu fazer uma massagem nele. Fiz. Fiz bem até. Depois deitei do lado dele na cama e acabou rolando.
Sim. Sexo.
O sexo mais mecânico da minha vida. Eu pensava em mil coisas. Queria parar. Queria ir embora. E ao mesmo tempo queria continuar.
Em determinado momento, ele me perguntou se eu estava feliz. Isso só piorou a situação. Isso não se pergunta. Tipo, oi?
Terminamos mais ou menos as 14h. O amigo dele não estava em casa nesse dia.
Pela performance, notei que eu não era o primeiro daquele dia. As senhas do Café.
Sim, eu fui uma senha de café.
Ele nem tomou banho, se vestiu e disse que tinha um compromisso, uma reunião. Saímos e ele subiu comigo em direção ao metrô. Eu não sabia o que dizer e comecei a falar sobre diversos assuntos aleatórios só pra mostrar que estava tudo bem.
Em determinado momento, ele virou e disse “Bom, eu vou por aqui, minha reunião é pra lá!”.
Segui sozinho.

Certamente ele não tinha reunião. Mas tinha mais senhas a chamar e provavelmente voltou pra casa.

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