Tudo começou na noite do dia 1. Ele disse que precisávamos
nos ver, que estava com saudade. E eu respondi com uma frase da Ines Brasil “Me
Chama Que Eu Vo!”. Duas horas da manhã ele respondeu “Vem!”, mas eu estava
dormindo.
Acordei e respondi que havia perdido a oportunidade. Ele
disse ter ficado acordado até as 4h30. Era 9h da manha e a gente já estava
conversando, será que ele dormiu mesmo?
Acordei com fogo e comecei a atirar com piadinhas de duplo
sentido, mas no fundo eu realmente estava brincando.
Daí ele falou: “agora sério, se quiser vir bater um papinho
agora pela manha, eu to livre até umas 13:30”.
Saí de casa as 11h30, cheguei lá 12h15. Conversamos um pouco
e ele pediu pra eu fazer uma massagem nele. Fiz. Fiz bem até. Depois deitei do
lado dele na cama e acabou rolando.
Sim. Sexo.
O sexo mais mecânico da minha vida. Eu pensava em mil
coisas. Queria parar. Queria ir embora. E ao mesmo tempo queria continuar.
Em determinado momento, ele me perguntou se eu estava feliz.
Isso só piorou a situação. Isso não se pergunta. Tipo, oi?
Terminamos mais ou menos as 14h. O amigo dele não estava em
casa nesse dia.
Pela performance, notei que eu não era o primeiro daquele
dia. As senhas do Café.
Sim, eu fui uma senha de café.
Ele nem tomou banho, se vestiu e disse que tinha um
compromisso, uma reunião. Saímos e ele subiu comigo em direção ao metrô. Eu não
sabia o que dizer e comecei a falar sobre diversos assuntos aleatórios só pra
mostrar que estava tudo bem.
Em determinado momento, ele virou e disse “Bom, eu vou por
aqui, minha reunião é pra lá!”.
Segui sozinho.
Certamente ele não tinha reunião. Mas tinha mais senhas a
chamar e provavelmente voltou pra casa.
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