As conversas no Whatsapp continuaram intensas. Era a hora de
ele retribuir a gravação, mas ele desmarcou pra poder gravar com uma amiga
minha que tinha mais credibilidade, mais público.
Mesmo internamente chateado, entendi. Ele então me
surpreendeu me convidando pra ir junto.
Era um sábado. O primeiro da leva. Marcamos as 13h30 no
metrô, mas esse era o horário que ele estava saindo de casa. Ele chegou às 14h.
Ofereci irmos de Uber do metrô até a casa dela, afinal eram
4km. Ele preferiu ir a pé pra gente poder conversar. Passou numa conveniência e
comprou duas cervejas. Logo depois o papo começou já meio tenso. Ele falou pra
mim que tinha câncer, mas falou da mesma forma que disse que a cerveja não
estava tão gelada.
Eu me bloqueei mais ainda nessa parte. Eu estava desconfiado
de tudo, e isso era mais uma coisa. “Ele quer que eu tenha dó?” pensei.
Conversamos sobre vários assuntos, ex namorados, vida, etc.
Chegamos, e durante a gravação ele me tratou um pouco mal.
Não queria que eu aparecesse no vídeo, deu alguns cortes...
Depois conversamos um pouco os três, e ele soltou sobre um
ex que era o grande amor da vida dele, mas que era casado a 13 anos. Tudo isso
era absorvido de uma forma estranha pela minha mente.
Fomos embora e ele novamente quis voltar a pé até o metrô.
Só que dessa vez estava escuro e o caminho era bem deserto. Tive que ser
cauteloso por receio aos assaltos.
Num determinado momento do caminho ele começou a falar de
bloqueios, muralhas que colocamos pra que o outro não nos veja como somos. Ele
dizia que eu tinha muitos bloqueios. E aí parou bem perto de mim, numa rua
deserta, no meio da escuridão. “Será que ele quer um beijo?” – pensei. “Aqui?!”.
Continuamos andando.
Pegamos o metrô. Ele estava um amor. Queria que eu jantasse
com ele, mas eu estava atrasado e recusei. Ele deixou o vagão com uma cara
triste.
Nenhum comentário:
Postar um comentário