segunda-feira, 22 de maio de 2017

13-08-2016 - Conversas e bloqueios


As conversas no Whatsapp continuaram intensas. Era a hora de ele retribuir a gravação, mas ele desmarcou pra poder gravar com uma amiga minha que tinha mais credibilidade, mais público.
Mesmo internamente chateado, entendi. Ele então me surpreendeu me convidando pra ir junto.
Era um sábado. O primeiro da leva. Marcamos as 13h30 no metrô, mas esse era o horário que ele estava saindo de casa. Ele chegou às 14h.
Ofereci irmos de Uber do metrô até a casa dela, afinal eram 4km. Ele preferiu ir a pé pra gente poder conversar. Passou numa conveniência e comprou duas cervejas. Logo depois o papo começou já meio tenso. Ele falou pra mim que tinha câncer, mas falou da mesma forma que disse que a cerveja não estava tão gelada.
Eu me bloqueei mais ainda nessa parte. Eu estava desconfiado de tudo, e isso era mais uma coisa. “Ele quer que eu tenha dó?” pensei.
Conversamos sobre vários assuntos, ex namorados, vida, etc.
Chegamos, e durante a gravação ele me tratou um pouco mal. Não queria que eu aparecesse no vídeo, deu alguns cortes...
Depois conversamos um pouco os três, e ele soltou sobre um ex que era o grande amor da vida dele, mas que era casado a 13 anos. Tudo isso era absorvido de uma forma estranha pela minha mente.
Fomos embora e ele novamente quis voltar a pé até o metrô. Só que dessa vez estava escuro e o caminho era bem deserto. Tive que ser cauteloso por receio aos assaltos.
Num determinado momento do caminho ele começou a falar de bloqueios, muralhas que colocamos pra que o outro não nos veja como somos. Ele dizia que eu tinha muitos bloqueios. E aí parou bem perto de mim, numa rua deserta, no meio da escuridão. “Será que ele quer um beijo?” – pensei. “Aqui?!”. Continuamos andando.

Pegamos o metrô. Ele estava um amor. Queria que eu jantasse com ele, mas eu estava atrasado e recusei. Ele deixou o vagão com uma cara triste.

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